Dois sonhos me chamaram a atenção por ter o mesmo garotinho como protagonista. Eis o primeiro:
Uma criança entre 4 e 6 anos, porém bastante infantilizada e ainda carregando na mão, como Linus Van Pelt, uma fralda de pano ou pequeno cobertor, não sei bem. Anda em um lugar escuro, uma trilha sinuosa de pedra, com muito fogo e lava ao redor e debaixo de um céu negro.
Um vulcão, é para um vulcão que ele se dirige. Para dentro dele.
Esse menino tinha um gato de estimação e esse gato comia demais. Um dia comeu tanto que explodiu e morreu e, morrendo, foi para o inferno. Por isso a criança entra no vulcão caminhando: está indo buscar seu gato nas profundezas do abismo infernal. Mas o sonho não tem nenhum caráter aterrorizante ou triste. É tudo natural: um menino parte em busca de seu gato e, para ir ao submundo, entra pela boca do vulcão Etna - pelo que eu deduzo que a história se passa na Itália.
O segundo sonho teve o mesmo menino, mas não o identifiquei a princípio. Como numa dessas imagens de satélite, via o planeta (ou um pedaço dele). A "câmera" do sonho foi se aproximando em um zoom lento mas decidido e pouco a pouco foi sendo possível vislumbrar uma praia, cercada de rochas e um mar imenso à frente. Conforme a "câmera" se aproxima reparo algo curioso: há um tubarão na areia.
Ele está parado, exatamente de frente para o mar, como se o comtemplasse.
Chegando mais perto percebo que não é um tubarão real. É, antes, o mesmo garotinho do sonho anterior, mas com uma barbatana de tubarão nas costas, dando a impressão à distância de ser mesmo um peixe. E quando a câmera se aproxima é possível ver sua cara.
Não lembro exatamente suas palavras, mas basicamente ele disse num tom muito natural e calmo, sem desviar o olhar da água, que estava ali simplesmente esperando que o mar secasse para que ele pudesse passar.
Não inventei nada do que há acima. Foram sonhos de algum tempo atrás, curiosos e que compartilho agora.
Há ainda um terceiro sonho com esse garotinho.
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